PEC da Blindagem: Senadores criticam ‘enterro’ da proposta

Senador discursa sobre a PEC da Blindagem e a impunidade.
O senador José Medeiros expressa forte descontentamento com o arquivamento da PEC que buscava blindar parlamentares.
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O pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), expressou profunda indignação com a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que, na quarta-feira (25), considerou a PEC da Blindagem inconstitucional, efetivamente “enterrando” a proposta. Ele lamentou que, além da esperada hipocrisia da esquerda, alguns senadores de centro e até de direita comemoraram a decisão.

Medeiros se revolta com PEC da Blindagem

“Chega a dar ânsia”, declarou Medeiros em suas redes sociais. Ele questionou se parlamentares corruptos agora serão investigados e presos, afirmando categoricamente que não. Consequentemente, para ele, os que já estão blindados continuam assim.

A crítica surge após a PEC ir ao arquivo. Inclusive, membros do próprio PL celebraram a decisão. Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, que inicialmente sinalizou apoio à PEC, mudou de postura diante da rejeição popular. Portanto, ele comemorou a decisão da CCJ, ressaltando que a sociedade brasileira não aceita blindagem de ninguém.

Medeiros, inconformado, alega que apenas aqueles que criticam o Judiciário serão alvos da Polícia Federal e do Supremo. Em suma, o Senado estaria jogando o jogo da “toga”. “Em 2026, precisamos eleger senadores terrivelmente de direita!”, alertou, enfatizando a urgência para o futuro do país.

O parlamentar exibiu em vídeo sua preocupação com a impunidade de corruptos. Ele ironizou a ideia de que, com essa decisão, nenhum corrupto restaria na Casa e que todos os crimes seriam apurados. “Não é verdade? Só que não”, disparou o senador.

Detalhes da PEC da Blindagem

A PEC da Blindagem, anteriormente aprovada na Câmara, estabelecia que deputados e senadores só poderiam ser processados criminalmente com autorização do Congresso. Além disso, a prisão em flagrante por crimes inafiançáveis também exigiria aval da Casa em até 24 horas. A definição ocorreria por voto secreto.

Remetida ao Senado, a CCJ rejeitou a proposta. O parecer do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) contrário à matéria foi aprovado por unanimidade. Posteriormente, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) anunciou o arquivamento da PEC.

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