Um ex-policial militar, Edvan de Souza Santos, foi condenado nesta quinta-feira (18) a mais 22 anos e nove meses de prisão em regime fechado. A sentença do Tribunal do Júri de Pontes e Lacerda se refere a um segundo homicídio. Sem direito a recorrer em liberdade, o ex-PM também perdeu o cargo público. A pena é a mais recente condenação do ex-PM condenado homicídio.
Condenação por segundo homicídio
Conforme o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime que resultou na sentença de 22 anos e nove meses ocorreu em dezembro de 2020, na BR-174B. Edvan de Souza Santos, em meio a um contexto de pistolagem, teria dificultado a defesa da vítima, Vanderson de Almeida Castro. Vanderson morreu com vários disparos de arma de fogo. Após o crime, o ex-PM fugiu do local de motocicleta.
Edvan, preso desde 2022, já havia sido condenado em março deste ano pelo envolvimento na morte da ex-diretora do Sanear de Rondonópolis, Terezinha Silva de Souza, de 53 anos. A Justiça de Mato Grosso fixou a pena em 25 anos e nove meses. A vítima foi executada a tiros em 15 de janeiro de 2021, e o ex-PM pilotava a moto dos criminosos. Assim, o ex-PM condenado homicídio enfrenta agora um longo período recluso.
O ex-policial está envolvido em pelo menos seis processos por homicídio e deve voltar ao banco dos réus na próxima quinta-feira (25). Ele é investigado por outros cinco homicídios em Pontes e Lacerda. Edvan foi alvo da Operação Letífero, em janeiro de 2022, que desmantelou um grupo de pistolagem. Ele é investigado por supostamente fazer parte de um grupo de extermínio.
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