Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja Brasil e pré-candidato ao Senado, manifestou-se veementemente contra uma “anistia moderada”, defendendo que a medida seja anistia ampla irrestrita para corrigir o que ele considera exageros nas penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, se não houver uma anistia geral, é preferível que nada seja feito, criticando a ideia de reduções de pena que levariam à soltura de envolvidos.
Anistia Ampla Irrestrita: A Visão de Galvan
Galvan expressou sua posição durante uma visita ao portal, onde concedeu entrevista. Ele acredita que, eventualmente, haverá um levante popular contra o cenário atual do país, marcado por incertezas econômicas, desemprego e perdas para os empresários. Portanto, Galvan prevê que a situação atual “vai implodir”.
O debate sobre o PL da Anistia ganhou força após a Câmara Federal aprovar a urgência para sua discussão. No entanto, surgiu um movimento para frear o texto, visando evitar um confronto direto com o STF, que já declarou ser inconstitucional anistiar condenados. O relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), renomeou o projeto para PL da Dosimetria, garantindo que a intenção é reduzir penas sem colidir com o Supremo.
Essa sinalização desagradou bolsonaristas que almejavam a anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), visando evitar eventual prisão e viabilizar sua candidatura em 2026. Sendo um bolsonarista convicto, Galvan argumenta que não houve crime na proporção das condenações, considerando as ações de 8 de janeiro como meras depredações.
Ademais, ele refuta a tese de tentativa de golpe, afirmando categoricamente que “de forma e maneira nenhuma [teve golpe]”. Para Galvan, o ocorrido foi uma “montagem”, e não um levante organizado. Apesar disso, ele reconhece a necessidade de punir vândalos, como o indivíduo flagrado quebrando janelas e um relógio, mas “na dose certa” da lei.
Em conclusão, Galvan reitera que a palavra “anistia” nem deveria ser utilizada, pois, em sua visão, não houve tentativa de golpe de Estado. Ele argumenta que os condenados o foram por um crime inexistente e fabricado. “Ou tem que ser pra todos ou é pra ninguém. Não tem jeito de ser diferente”, finalizou, reforçando seu posicionamento pela anistia ampla irrestrita.
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