O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) confirmou a obtenção de assinaturas suficientes para a instalação da CPI usina Colíder. Ele revelou que a comissão investigará as falhas estruturais na hidrelétrica. Essa medida visa apurar responsabilidades e buscar reparações.
Instalação da CPI usina Colíder avança com apoio decisivo
Diego Guimarães obteve o apoio de onze deputados para a CPI usina Colíder. Entre eles estão Beto Dois a Um (PSB) e Eduardo Botelho (União). A coleta de assinaturas prossegue até a próxima quarta-feira (24), data marcada para a instalação oficial.
A mobilização para a CPI foi desencadeada após a Eletrobras e a COPEL identificarem falhas em quatro dos setenta drenos da barragem. Em consequência, o reservatório, conhecido como “lago”, teve seu nível rebaixado. Essa ação, embora preventiva, gerou impactos ambientais e econômicos significativos.
Conforme o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os danos ambientais e econômicos foram estimados em R$ 100 milhões. Adicionalmente, houve secagem de áreas do Rio Teles Pires, afetando o ecossistema local.
“Temos a assinatura de doze deputados para instalar uma CPI na Assembleia Legislativa. Estamos em uma audiência pública coletando dados e, o que coletarmos, servirá de instrumento para uma investigação profunda”, declarou Diego Guimarães. Ele ressaltou a necessidade de apurar o rebaixamento do reservatório e possíveis erros na construção.
Ademais, o deputado enfatizou a importância de definir como serão indenizados os afetados economicamente, como pousadas e pescadores. A perda de arrecadação pelos municípios devido à diminuição na produção de energia também será investigada.
“A reparação do dano ambiental é indispensável. Aos representantes da COPEL e Eletrobras: vocês são os responsáveis”, afirmou o deputado. Ele lembrou que o Rio Teles Pires, um patrimônio do Estado, foi confiado às empresas na construção da usina.
“Agora, em menos de dez anos de funcionamento, uma usina hidrelétrica desse porte tem a possibilidade de desfazer a barragem. O erro está feito, mas vamos corrigir”, acrescentou, demonstrando determinação na busca por soluções.
A CPI pretende promover uma “reparação imediata” aos prejudicados financeiramente. Além disso, visa evitar novos prejuízos decorrentes da situação atual da usina. A reparação deve ser proporcional ao dano causado.
“No momento de ganhar dinheiro com a produção de energia, ninguém chamou para dividir o lucro com a sociedade. No momento do prejuízo, toda a sociedade sente”, ponderou Guimarães. Ele defende que o prejuízo deve ser arcado integralmente pela COPEL e Eletrobras.
“E mais: a reparação deve ser imediata, emergencial aos trabalhadores que estão perdendo seus empregos. Quanto tempo vamos esperar? Só poderemos medir a extensão do dano quando voltarmos ao que tínhamos antes”, completou, cobrando agilidade nas ações.
O deputado lamentou a falta de resposta das empresas sobre as causas das falhas e as soluções propostas. A diretoria da COPEL e Eletrobras não apresentou um plano definitivo. A expectativa é que a unidade hidrelétrica apresente um plano de sustentabilidade.
“Tivemos uma reunião com o presidente da Eletrobras, e até o momento, não tivemos uma resposta definitiva sobre o que causou as falhas nos drenos, qual a solução e prazo para a restauração”, relatou. A falta de transparência preocupa os órgãos fiscalizadores.
“A sustentabilidade deve estar casada com o desenvolvimento econômico em todos os setores. Temos que preservar para termos sempre. Se só extrairmos, em um momento eles acabam. Ficamos assustados”, concluiu. Para mais informações sobre questões regionais, acesse nosso portal.










