Abilio cobra lentidão na CPI da CS Mobi: Prefeito exige apuração

Vereador expõe documentos sobre a investigação da CPI da CS Mobi.
Vereador apresenta documentos relevantes na investigação da CPI da CS Mobi.
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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), expressou insatisfação com a lentidão da CPI da CS Mobi. Ele cobra mais empenho dos seus aliados para apurar o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos.

A comissão investiga o contrato que envolve a exploração do estacionamento rotativo na área central. Brunini revelou um “estranhamento” com a morosidade, atingindo diretamente o vereador e presidente da CPI, Rafael Ranalli (PL), e o líder na Câmara, Dilemário Alencar (União Brasil). A CPI da CS Mobi também conta com Maysa Leão (Republicanos), que possui posição independente.

Abilio cobra agilidade na CPI da CS Mobi

Em entrevista, o prefeito foi questionado sobre as obras do Mercado Municipal Miguel Sutil. Em resposta, ele alegou que aguarda um posicionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Todavia, reclamou fortemente da lentidão da CPI da CS Mobi na Câmara de Cuiabá, enfatizando a necessidade de formular as perguntas corretas.

“Às vezes eu tenho a sensação que a CPI não quer continuar investigando, então essa é uma sensação meio estranha ali. Eu percebi nos comentários que a CPI quer encerrar logo”, disparou Abilio. Ele acredita que a comissão deveria prosseguir, pois “tem muita coisa ainda para ser investigada”.

Portanto, o gestor relembrou suspeitas na formatação do contrato. Nas oitivas, ex-procurador geral, auditores e fiscais teriam indicado falhas significativas. No entanto, estas foram ignoradas por superiores, segundo o prefeito.

Além disso, Abilio destacou que a CPI possui uma autoridade que o município não detém no momento. Assim, a comissão deve apurar a situação que tem prejudicado os cofres públicos, configurando um confisco de recursos direto das contas municipais.

“Tem que ver quem foi que tirou vantagem com esse contrato, porque a gestão pública aqui não foi”, cobrou o prefeito. Ele citou a necessidade de questionar quem autorizou o aditivo contratual vinculando o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ao contrato, pois não teria sido um procurador, mas sim um agente externo à gestão pública.

Por exemplo, Abilio questiona: “Cadê essa pessoa? Por que ela fez isso? E outra, por que não passou pela Câmara, sendo que era necessário passar pela Câmara para fazer um aditivo contratual vinculando o FPM?” Ele conclui que “tem muita coisa que acho que tem que explicar”.

A comissão tem como objetivo investigar possíveis irregularidades, tais como sobrepreço, descumprimento de cláusulas contratuais ou outros danos ao erário. Ademais, apura a vinculação da Prefeitura como fiadora em empréstimo contraído pela CS Mobi.

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