Vereadores de Cuiabá protagonizaram um embate verbal acirrado na sessão ordinária desta quinta-feira (11), no plenário da Câmara Municipal. A tensão se elevou durante a análise do veto de Abilio Brunini, referente a um projeto de lei de autoria do vereador Dídimo Vovô (PSB). O projeto visava garantir o direito de mulheres com mama densa à realização de exames de ressonância associada à mamografia, uma medida crucial para a prevenção do câncer de mama. Dídimo, como membro da oposição, e Michelly Alencar (União Brasil), aliada ao prefeito, divergiram publicamente.
Entenda o veto de Abilio Brunini
A confusão teve início quando o vereador Dídimo tentou intervir na fala de Michelly, reacendendo o clima de conflito no parlamento. Para mediar a situação, a presidente Paula Calil (PL) precisou suspender a sessão por cinco minutos. Michelly argumentou que o município já oferece mamografias às mulheres, questionando a necessidade de aprovar uma lei que, em sua visão, duplicaria um serviço já existente. Portanto, ela defendeu que o foco deveria ser nas reais necessidades da população.
Durante seu pronunciamento, Michelly citou o vereador Jeferson Siqueira (PSD), que também faz oposição a Abilio Brunini. Ela declarou que o edil deveria ouvir as mulheres que o representam no parlamento. “Aqui já existe, as mulheres já têm direito. Porque eu vou aprovar uma coisa que já existe? Aqui trabalhamos com o que precisa […] Não vai colar essa de dizer que mulher não defende mulher”, afirmou Michelly com veemência. Em suma, ela contestou a necessidade da proposta apresentada pela oposição.
Enquanto a sessão esteve suspensa, os vereadores Dídimo e Michelly trocaram acusações, apontando um para o outro. Dídimo, inclusive, levantou-se de seu assento e registrou o momento com o celular, gravando um vídeo com Michelly ao fundo. Ela, sentada na Mesa Diretora, rebateu as críticas. Ademais, a polarização política ficou evidente no plenário.
Consequentemente, o veto do prefeito Abilio Brunini foi mantido pela maioria dos vereadores de Cuiabá. A votação registrou 14 votos a favor do parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), que recomendava a manutenção do veto. Por outro lado, 10 parlamentares votaram pela derrubada do veto, e outros 3 se abstiveram de votar. Essa decisão impede a implementação do projeto de lei que garantia exames adicionais para mulheres com mama densa.
Por conseguinte, a decisão impacta diretamente as futuras ações em saúde feminina na capital. Para mais informações sobre o cenário político local, acesse Portal 163 e mantenha-se atualizado sobre os debates e decisões que moldam Cuiabá.










