Chico 2000: postura independente em Cuiabá após afastamento

Chico 2000 retoma mandato com foco na sua postura independente em Cuiabá.
Chico 2000 adota uma postura independente na política de Cuiabá, priorizando o bem da cidade.
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O ex-presidente da Câmara, Chico 2000, filiado ao PL, expressou tristeza com o prefeito Abilio Brunini, afirmando que a relação nunca foi cordial. Os momentos de aproximação sempre partiram de sua iniciativa, visando um tom mais ameno.

Chico 2000 postura independente em Cuiabá

Nesta quinta-feira (4), ao retomar seu mandato após mais de 120 dias afastado, Chico 2000 ressaltou que os gestos de conciliação sempre partiram dele. A denúncia que motivou a operação Perfídia, da qual ele é um dos alvos, partiu de Abilio, então deputado federal. Chico 2000 nega veementemente as acusações, sustentando ter conduzido republicanamente um projeto debatido intensamente.

O ex-presidente avalia que sua situação indica que não é bem quisto na base governista. Contudo, Chico 2000 confirmou que não fará oposição direta a Abilio. Em vez disso, ele optará por uma postura independente, aprovando o que for benéfico para Cuiabá. “Eu nunca fui oposição. Eu sempre ajudei Cuiabá”, pontuou.

Ele analisará cuidadosamente as proposições vindas do Executivo. Se as considerar positivas, terão seu voto. Caso contrário, votará contra. “Eu não vou defendê-lo. Mas, eu vou anuir tudo o que ele mandar para essa Casa que for positivo”, assegurou.

Questionado sobre sua permanência no PL, Chico 2000 confirmou ter cartas de liberação dos diretórios municipal, estadual e nacional. Ele declarou, porém, que não pretende deixar a legenda no momento, apesar da relação conflituosa com alguns membros, como o prefeito. “O momento da saída é meu. O momento da saída não é do PL”, declarou.

Afastamento e resiliência de Chico 2000

Chico 2000 compartilhou detalhes sobre os dias em que esteve afastado. Ele admitiu ter chorado em alguns momentos, descrevendo a situação como muito triste. “Você passar por isso que eu passei e que ainda estou passando. Proibido, inclusive, de sair da comarca. Isso realmente é muito triste”, desabafou.

A operação Perfídia, deflagrada em 29 de abril, apura uma suposta cobrança de R$ 250 mil em propina para a aprovação de um projeto ligado às obras do Contorno Leste. Sargento Joelson também é alvo da investigação e retomou seus trabalhos no mesmo dia. Todos os envolvidos negam as acusações.

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