Operação revela fraude de combustíveis e desmantela esquema

Imagem de postos de combustível com alerta sobre fraude no setor de combustíveis
Operação nacional expõe irregularidades no setor de combustíveis.
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fraude de combustíveis: operação nacional envolve bilhões

Uma força-tarefa nacional, com cerca de 1.400 agentes, cumpre, na manhã desta quinta-feira (28), mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados para desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis. No entanto, a atenção está na fraude de combustíveis.

Além disso, a operação Carbono Oculto reúne três ações e ocorre em oito estados, destacando a fraude de combustíveis como eixo central da apuração. Portanto, o foco das investigações ganha escala nacional.

Leia mais no Portal163 sobre outra perspectiva da operação: Fraude de R$ 500 milhões: Operação mira empresa de combustíveis em MT.

No entanto, as irregularidades foram identificadas em diversas etapas do processo de produção e distribuição de combustíveis no país. O esquema atingiu mais de 300 postos, com ramificações em cerca de 2.500 estabelecimentos em SP.

Além disso, a Receita Federal identificou ao menos 40 fundos de investimentos, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, usados para ocultar patrimônio e financiar a fraude de combustíveis.

As transações passaram por fintechs criminosas, mantendo contabilidade paralela que dificultou o rastreamento. Ao menos 40 dessas empresas financeiras foram apontadas como financiadoras da fraude de combustíveis, totalizando cerca de R$ 30 bilhões.

Mais de 350 alvos — entre pessoas físicas e jurídicas — são suspeitos de crimes como ordem econômica, adulteração de combustíveis, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato. A apuração envolve órgãos federais e estaduais.

As principais empresas alvo da operação são:

Grupo Aster/Copape, donos de usinas, formuladoras, distribuidoras e rede de postos de combustíveis usada pela organização criminosa;

BK Bank, fintech financeira utilizada para movimentar dinheiro por meio de contas bolsão não rastreáveis;

Reag, fundo de investimento usado na compra de empresas, usinas e para blindagem do patrimônio dos envolvidos.

Fazem parte ainda a Receita Federal, a Secretaria da Fazenda de SP, a ANP e a Procuradoria-Geral do Estado de SP. Ministérios Públicos de outros estados apoiam o cumprimento dos mandados.

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