O prefeito de Colíder (a 631 km de Cuiabá), Rodrigo Benassi (PRD), reconheceu os potenciais prejuízos para MT com as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. No entanto, ele defende a interferência americana em assuntos brasileiros.
Sanções de Trump e a visão do prefeito sobre prejuízos para MT
Benassi vê com bons olhos a tentativa americana de “salvar os brasileiros”, criticando a atuação do Poder Judiciário. Em sua visão, a classe política não deveria estar submetida à Justiça, que, segundo ele, não recebe voto popular. Trump misturou questões comerciais e políticas para pressionar o fim de uma investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Contudo, é importante notar que os poderes no Brasil são independentes, tornando impossível o Governo Federal cessar uma investigação por pressão externa.
Em entrevista, o prefeito defendeu a redução dos poderes do Judiciário e reiterou a legitimidade da interferência americana. “Eles estão querendo que as coisas aconteçam conforme são nos Estados Unidos”, afirmou. Os Estados Unidos têm um papel de defender o mundo, e, nesse contexto, o Brasil se encontra em uma posição inferior, conforme argumentou Benassi, aumentando os prejuízos para MT.
Ele acredita que é preciso trabalhar para igualar ou superar essa posição. Talvez a China esteja nesse caminho, mas, no momento, os EUA são vistos como um defensor global. Portanto, ele defende que essa postura se mantenha para garantir a segurança de todos.
Impactos e críticas ao Governo Federal: Prejuízos para MT
Em Mato Grosso, o setor madeireiro sentirá mais fortemente o impacto do tarifaço americano, gerando prejuízos para MT. O gestor fez críticas ao Governo Federal e ao presidente Lula, destacando a necessidade de aprimorar o diálogo com os americanos. Ele também ressaltou a importância de reconhecer a posição inferior do Brasil em competições comerciais. Buscando restabelecer a relação comercial, o interesse é exclusividade do presidente Lula.
“Com certeza não [está se empenhando]. O Governo Federal está levando isso como se fosse uma piada”, disparou Benassi. Ele considera que o governo trata um assunto sério e impactante para a economia com leviandade e piadas. Trump estaria aberto ao diálogo, mas a briga de ideologias e a politicagem acabam por dificultar o entendimento. Se um lado buscar o outro, a comunicação acontecerá, segundo o prefeito.
Sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, apontado como responsável pela taxação, o prefeito evitou cravar sua influência direta. Benassi pontuou que a divergência pode ter sido provocada pelo BRICS, bloco econômico que chamou a atenção de Trump por ações que poderiam prejudicar os Estados Unidos.
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