A usina hidrelétrica Colíder enfrenta um cenário de impacto econômico estimado em R$ 6 milhões, afetando diretamente os municípios de Itaúba, Cláudia, Nova Canaã do Norte e a própria Colíder. Essa projeção surge em decorrência das medidas de segurança adotadas para impedir o rompimento da barragem no Rio Teles Pires. Portanto, a situação exigirá um longo período para sua resolução.
O chefe do executivo de Colíder, Rodrigo Benassi (PRD), informou nesta quarta-feira (20) que a complexidade do problema demandará, no mínimo, dois anos para ser totalmente solucionada. Equipes internacionais da Suíça, Alemanha e Portugal já estão no Brasil para realizar uma prospecção detalhada dos danos. Somente após a redução do nível da água será possível uma avaliação precisa, mas Benassi estima que a normalização levará pelo menos esse tempo.
Entenda o prejuízo da usina hidrelétrica Colíder
O impacto econômico direto para as quatro cidades envolvidas pode chegar a R$ 6 milhões. Isso ocorre principalmente pela interrupção da geração de energia, motivada pelo rebaixamento do reservatório. Consequentemente, municípios como Itaúba, que arrecada cerca de R$ 400 mil mensais, Colíder (R$ 100-120 mil) e Nova Canaã do Norte (R$ 60 mil), deixarão de receber esses recursos essenciais.
Em adição, as empresas do setor de turismo já registraram um prejuízo estimado em R$ 6 milhões apenas no período de 45 dias destinado à pesca. As marinas, pousadas e toda a cadeia turística regional, que se beneficiava da existência do lago, agora enfrentam um cenário adverso. Afinal, o rebaixamento do nível da água dificulta o acesso e prejudica as atividades.
Apesar do cenário desafiador, Benassi acredita em uma futura compensação para os municípios afetados. Ele enfatizou que o lago da UHE foi crucial para o fortalecimento do turismo na região, gerando movimento econômico e lazer para a população. No entanto, o atual rebaixamento impacta diretamente o acesso ao rio, criando uma margem de terra considerável.
Questionado sobre a busca por compensações em Brasília, o prefeito de Colíder afirmou que, no momento, a Eletrobras tem mantido uma comunicação aberta e diária com os gestores municipais. Contudo, ele ressalvou que, caso não haja consenso ou respostas satisfatórias, buscarão apoio político em Brasília.
Cancelamento de eventos pela usina hidrelétrica Colíder
Por exemplo, o Fest Praia 2025, que seria realizado em Paranaíta, foi cancelado. A decisão ocorreu devido ao aumento do nível do Rio Teles Pires, uma consequência direta do sistema de segurança da UHE Colíder. O prefeito de Paranaíta explicou que a usina liberará água gradualmente, baixando 17 metros do lago. Essa ação, aliada à redução do volume em Colíder, elevou o nível do lago de Paranaíta.
Esse rebaixamento, necessário para avaliações técnicas, levou à ativação do Plano de Ação Emergencial (PAE). Conforme relatos, houve mortandade de peixes e dificuldades na navegação pelo Rio Teles Pires. Diante da gravidade, o Ministério Público solicitou relatórios técnicos à Eletrobras sobre os problemas nos drenos e as medidas emergências já implementadas. Por isso, a transparência e a agilidade na resolução são cruciais para mitigar os impactos da usina hidrelétrica Colíder.
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