Sorriso volta a emitir um alerta para o avanço da chikungunya em Sorriso. Desde 24 de julho, foram registrados 342 novos casos, elevando o total para 2.361 desde janeiro. Esses dados atualizados, divulgados pela Secretaria de Saúde, indicam um cenário preocupante.
Chikungunya em Sorriso: Boletim Detalhado
A coordenadora Claudete Damasceno esclarece que as confirmações referem-se a casos ocorridos entre março e maio, liberadas pelo Laboratório Central (Lacen) apenas em julho. Os números refletem uma realidade passada, mas a vigilância continua ativa. Observamos um pico em maio, com 1.087 registros de chikungunya. Em seguida, vieram abril (665), março (231), junho (156) e fevereiro (88), com 59 casos em janeiro. Dessa forma, fica evidente a necessidade de atenção contínua.
No que diz respeito à dengue, o boletim aponta 164 confirmações. Foram 65 casos em janeiro, sendo um com sinais de alarme. Fevereiro registrou 11 casos, seguido por 13 em março, 19 em abril, 48 em maio, 4 em junho e 5 em julho. Ademais, 22 situações de zika foram investigadas e descartadas.
Principais Bairros Afetados pela Chikungunya em Sorriso
Atualmente, os bairros com maior incidência de chikungunya em Sorriso são Vila Bela (223 casos), São José (142), Nova Aliança (130) e Novos Campos (109). O município vizinho de Boa Esperança, vinculado a Sorriso no Ministério da Saúde, contabilizou 319 registros, evidenciando a abrangência regional do problema. Dez casos de dengue foram notificados no Rota do Sol, e oito casos em cada um dos bairros Centro e Jardim Amazônia, além de outros oito no Mário Raiter. Portanto, a proliferação do mosquito Aedes aegypti afeta diversas áreas da cidade.
Fase Aguda e Crônica da Doença
O secretário de Saúde, Vanio Jordani, alerta para a fase crônica da chikungunya, onde pacientes podem sentir dores por mais de seis meses. Contudo, a prevenção primária, evitando o nascimento do mosquito, é a estratégia mais eficaz. A água parada, seja limpa ou suja, é o ambiente ideal para a proliferação do Aedes aegypti. Assim, equipes de Vigilância em Saúde Ambiental realizam instrução e alerta diariamente nas ruas. Infelizmente, alguns proprietários dificultam o acesso dos agentes, conforme relata Claudete Damasceno. A missão é conscientizar e alertar, mas a colaboração da população é fundamental. Ao identificar criadouros, as larvas são coletadas e o local é eliminado. Portanto, o recebimento dos agentes é crucial para o monitoramento e prevenção.
Os principais problemas identificados são água servida em esgotos e sujeira em bocas de lobo, propícias à proliferação do mosquito. A comunidade é incentivada a procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao suspeitar de sintomas, onde receberá o atendimento e a orientação adequada. Dedique dez minutos semanais para verificar o ambiente em busca de criadouros. Evitar o acúmulo de lixo também previne a presença de animais peçonhentos. Para denúncias de focos do mosquito, água servida na rua ou descarte irregular de lixo, contate o número (66) 99927-2611, do Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF). Fique atento ao calendário de coleta de resíduos sólidos para o descarte correto de móveis, eletrodomésticos e restos de jardins. Dessa forma, você contribui para evitar a formação de criadouros do Aedes aegypti. Saiba mais sobre saúde e prevenção em nosso portal: Saúde em Sorriso.










