Empresário Ligado a Facção Vira Réu em Ação Contra Policial

Empresário de Cuiabá, apontado como ligado a facção, é réu em ação criminal.
Empresário investigado por corrupção e ligação com facção em Cuiabá torna-se réu.
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O empresário ligado a facção Willian Aparecido da Costa Pereira foi incluído como novo réu em processo que investiga corrupção no sistema prisional de Cuiabá. A decisão do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal, atende a um aditamento do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Empresário Ligado à Facção: Novas Acusações

Willian, que é sócio da boate Dallar Bar, é acusado de corrupção ativa. Ele já havia sido alvo da Operação Ragnatela em junho de 2024, sendo apontado como membro do Comando Vermelho. Além disso, a boate que ele administra seria utilizada para lavagem de dinheiro da facção.

Segundo a acusação, o empresário teria negociado, em junho de 2020, a entrega de dois celulares ao policial penal Luiz Otávio Natalino, na Penitenciária Central do Estado (PCE). Embora não haja prova da entrega, o MPMT sustenta que métodos semelhantes foram usados anteriormente para introduzir telefones no presídio.

Ademais, as investigações revelaram tratativas para transferir presos da PCE para o antigo Carumbé mediante pagamento de R$ 30 mil por detento. Por conseguinte, essa transferência envolveria servidores da unidade prisional.

Em seu depoimento à Polícia Federal, Willian alegou ter sido vítima de um golpe. Ele afirmou que um detento, identificado como Hudson Rondão Junior, o “Playboy”, teria se passado pelo policial penal para negociar os celulares e as transferências. No entanto, o investigado nega contato direto com o servidor.

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra ressaltou que, nesta fase processual, a denúncia precisa apenas apresentar indícios de autoria e materialidade. Assim, tais indícios são suficientes para iniciar a ação penal, prevalecendo o entendimento de que dúvidas devem ser resolvidas em favor da sociedade.

Com o recebimento do aditamento, Willian Aparecido responderá por corrupção ativa. Por outro lado, Luiz Otávio Natalino, o policial penal, já é acusado de corrupção passiva. Para mais detalhes sobre operações policiais recentes, visite o Portal 163 em https://portal163.com.br/noticias.

Policial Penal Alvo de Operações

O policial penal Luiz Otávio Natalino foi alvo de duas grandes operações em um curto espaço de tempo em 2024. Primeiramente, em 05 de junho, foi alvo da Operação Caixa de Pandora. Em seguida, no dia 06 de junho, figurou como um dos alvos da Operação Ragnatela. Esta última apurou o envolvimento de servidores públicos com o Comando Vermelho para lavagem de dinheiro em casas noturnas cuiabanas.

A Operação Ragnatela, em particular, apontou o envolvimento de um ex-vereador de Cuiabá e de servidores da Secretaria Municipal de Ordem Pública. Eles teriam agido para facilitar a liberação de alvarás e licenciamentos para as casas noturnas utilizadas pela facção. O empresário em questão, Willian Aparecido da Costa Pereira, é, portanto, um dos indivíduos destacados nessa investigação, reforçando a conexão com o tema de empresário ligado a facção.

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