Mauro Ferreira Filho, servidor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), foi preso na manhã desta quinta-feira (07). Ele é investigado por suposto envolvimento em uma fraude milionária no judiciário que desviou ao menos R$ 21 milhões.
A prisão de Mauro ocorreu após a Operação Sepulcro Caiado, deflagrada pela Polícia Civil na quarta-feira (30). Além disso, outros 10 mandados de prisão preventiva foram cumpridos.
O servidor, que era considerado foragido, se apresentou na delegacia com seu advogado e teve o mandado cumprido. Saiba mais sobre o caso. Portanto, as investigações apontam para um esquema sofisticado de fraude milionária no judiciário.
Esquema de Fraude Milionária no Judiciário
As investigações da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá revelaram um esquema complexo, envolvendo fraudes em processos judiciais. Por exemplo, a fraude milionária no judiciário contava com a participação de empresários, advogados e servidores. Assim, o objetivo era desviar recursos de forma ilícita.
Os investigados respondem por crimes como organização criminosa, estelionato, falsificação de documentos, uso de documentos falsos e lavagem de capitais. Ademais, a fraude milionária no judiciário visava desviar recursos.
Segundo as apurações, Mauro seria responsável por transferir valores da conta única do TJMT para contas vinculadas a processos, facilitando o resgate de alvarás. Como resultado, a fraude impactou diversos casos.
Foram identificados 17 processos fraudulentos entre 2018 e 2022. No entanto, a mudança na metodologia de transferências do TJMT em 2023 pode ter dificultado novas fraudes com o mesmo modus operandi. Além disso, a ação criminosa gerou prejuízos significativos.
Entre as vítimas, empresários e pessoas físicas descobriram processos em seus nomes com dívidas “quitadas” de até R$ 1,8 milhão. Em um caso, uma pessoa interditada judicialmente foi lesada. Por outro lado, as investigações continuam.
Na quarta-feira (6), o Superior Tribunal de Justiça determinou que a Delegacia de Estelionato continuasse as investigações da Operação Sepulcro Caiado. A decisão destacou a necessidade de análise detalhada dos elementos para garantir a unidade da investigação.









