A defesa de João Gustavo Ricci Volpato, empresário suspeito de liderar um esquema que desviou mais de R$ 21 milhões da Conta Única do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), apresentou uma carta escrita à mão pelo cliente.
Na carta, Volpato afirma ser o único gestor das empresas Labor Fomento Mercantil Ltda e Rv Empresa de Cobrança Ltda. Ele também enfatiza que sua mãe, Luiza Rios Ricci Volpato, e seu irmão, Augusto Frederico Ricci Volpato, não tinham envolvimento na administração das companhias.
Luiza e Augusto foram alvos da Operação Sepulcro Caiado, deflagrada nesta quarta-feira (30). A mãe foi presa preventivamente, mas liberada posteriormente por decisão do juiz Moacir Rogério Tortato.
Augusto e sua esposa, Julia Maria Asckar Volpato, foram alvo de busca e apreensão. O advogado do casal emitiu nota na mesma data, negando o envolvimento de ambos nos desvios e afirmando colaboração com as autoridades.
Operação Sepulcro Caiado desmantela esquema
As investigações apontam que o grupo criminoso ajuizava ações de execução com documentos falsos. Advogados envolvidos no esquema atuavam como representantes das partes ou das vítimas, utilizando procurações forjadas.
Servidores do TJMT criavam planilhas fraudulentas, simulando depósitos na Conta Única. Com isso, obtinham alvarás judiciais para o levantamento indevido dos valores. Comprovantes de pagamento falsos também faziam parte do esquema.
A defesa de João Gustavo Ricci Volpato anexou aos autos uma carta escrita à mão, na qual o empresário isenta mãe e irmão de qualquer participação nos desvios investigados na Operação Sepulcro Caiado.
O trio foi alvo da operação que investiga o esquema de desvio de dinheiro do Judiciário de MT.










