Júlio Campos explica foto com apoiadores de Lula após eleição

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) veio a público para se explicar após um vídeo antigo ressurgir, mostrando-o ao lado de apoiadores do presidente Lula (PT) em um restaurante. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), foi quem divulgou as imagens, questionando a fidelidade de Campos à direita.

Júlio Campos se defende de acusações

O parlamentar reforçou que a situação foi apenas uma coincidência, pois estava no local para comemorar o aniversário do ex-deputado estadual Gilmar Fabris (PSD). Na ocasião, ocorria também a comemoração da vitória de Lula.

“Essa coisa de Abilio e esses radicais extremistas de direita, que não terão mais vez na política brasileira. Aquele fato realmente ocorreu, mas coincidentemente no mesmo restaurante.”

Campos destacou que o restaurante é público e que encontros com opositores políticos não devem ser vistos como problema.

“O restaurante é público. Estava um grupo com o Fávaro e outros uniformizados lá, comemorando, jantando, comemorando. E nós, que fomos para o aniversário lá, nos encontramos e democraticamente conversamos. O que precisa acabar nesse estado é essa frescura, essa boçalidade desses radicais que acham que nós não podemos conversar com o adversário político. Ninguém é mais de direita do que eu.”

Apoio a Bolsonaro e doações

Júlio Campos relembrou seu histórico de apoio a Jair Bolsonaro, votando nele em 2018 e 2022, e contribuindo financeiramente para suas campanhas e para o pagamento de multas.

“Votei em Bolsonaro duas vezes, doei dinheiro para a campanha, doei dinheiro para a eleição aqui, com combustível e outras coisas. Não nego e não arrependo de ter feito isso. A última vez que ele pediu pix, eu fui o primeiro a mandar para ele. Desse dinheiro que está sustentando o Eduardo Bolsonaro lá nos Estados Unidos, uma parte eu dei. Agora vem esses frescos, boçais e querem achar que eles são donos da direita?”

Eduardo Bolsonaro nos EUA

Ao comentar sobre o apoio financeiro a Eduardo Bolsonaro, que se autodeclara “exilado” nos Estados Unidos, Campos mencionou a polêmica decisão do ex-presidente de enviar R$ 2 milhões ao filho.

O deputado acredita que a senadora Margareth Buzetti e o deputado Cattani exageraram ao criticar Eduardo Bolsonaro.

“Eu acho que a senadora Margareth Buzetti exagerou nas palavras [chamar Eduardo de moleque]. Ele está sendo, até certo ponto, exagerado em exigir certas punições para o Brasil. A economia brasileira não pode ser punida por problemas políticos partidários. Eu acredito que a senadora exagerou e o deputado Cattani também exagerou. Ele é tão radical que não precisava entrar [nessa]”, concluiu.

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