O vereador por Várzea Grande, Bruno Rios, protagonizou um embate com o presidente estadual do PL, Ananias Filho. A polêmica surgiu após o dirigente afirmar que o partido não liberará nenhum filiado para disputar eleições em outras agremiações, o que motivou uma forte reação do parlamentar.
Proibição de Saída do PL
Bruno Rios, que tem planos de deixar o PL para concorrer a deputado federal por outra legenda, solicitou carta de anuência e cogita acionar a Justiça Eleitoral. A intenção é sair antes da janela partidária para vereadores, prevista apenas para 2028.
“O PL não irá liberar ninguém para disputar eleição em outro partido. Nós não somos imbecis de patrocinar a eleição, a campanha eleitoral e depois fortalecermos adversários nossos. Quem está pensando em sair, em fazer intriga para sair para disputar eleição, inclusive contra nós, pode tirar o cavalo da chuva”, declarou Ananias Filho.
Bruno Rios se Defende e Critica o Partido
Em resposta, Bruno Rios acusou o PL de tentar prendê-lo contra sua vontade e sugeriu uma mudança de nome para o partido.
“Acredito que a gente tem que mudar, então, o nome do Partido Liberal para Partido Não Liberal, né? Porque o que a gente quer é buscar que a Várzea Grande tenha um candidato a federal, que é digno, numa cidade de 300 mil habitantes, 200 mil eleitores, não tenha um candidato a federal daqui, originário da Várzea Grande. Eu acredito muito que a Ananias tem que rever essa situação”, disse o vereador durante vistoria nas obras do novo prédio da Câmara Municipal.
“Se prende, não é Partido Liberal, né? Acho que o PL é Partido Liberal, não é? Se ele está me prendendo, acho que não é Partido Liberal”, completou.
Relação com a Prefeitura e Casos Anteriores
Bruno Rios também negou que o descontentamento com o PL esteja ligado à falta de espaço na gestão da prefeita Flávia Moretti. Ele mencionou ter sido convidado para assumir a vice-liderança na Câmara Municipal como prova da boa relação.
“Hoje, graças a Deus, a gente já tem um diálogo muito bom, eu e a prefeita. Inclusive, ela teve me convidando para assumir a vice-liderança, para ajudar o líder Samir Katumata [vereador do PL], justamente porque eu sou advogado. A gente tem alguns projetos de lei para ter um tratamento melhor em relação à Casa e o Executivo. A gente está trabalhando isso. Acredito que tudo é um início e o início é um pouquinho tumultuado. Acredito que agora, desses seis meses para frente, acho que as coisas vão melhorar mais”, afirmou.
O vereador também questionou a coerência de Ananias Filho, lembrando que o vereador por Cuiabá, Chico 2000, foi liberado do PL após ser afastado do cargo por decisão judicial em decorrência da Operação Perfídia.
Outro caso citado foi o do vereador Caio Cordeiro, que desistiu de deixar o PL após garantias de Ananias Filho de que poderia manter sua independência sem sofrer sanções partidárias.










