Lucas Paquetá, jogador do West Ham, foi absolvido nesta quinta-feira (30) das acusações de má conduta relacionadas a apostas esportivas. A Comissão Reguladora considerou que as denúncias feitas pela Associação de Futebol da Inglaterra (FA) não foram comprovadas em tribunal, liberando o meia para voltar a atuar sem possibilidade de recurso.
Absolvição e multa
A FA também acusou Paquetá de não cooperar com a investigação, violando a Regra F3. Neste ponto específico, a Comissão Reguladora acatou a acusação e o jogador deverá pagar uma multa.
A denúncia contra Paquetá foi feita em maio de 2024, com a audiência iniciada em março e concluída em junho. O West Ham aguardava a decisão para planejar o futuro do clube.
Entenda as acusações
Paquetá foi acusado de quatro violações da Regra E5.1 da FA, relacionadas à sua conduta em partidas da Premier League contra:
- Leicester em 12 de novembro de 2022
- Aston Villa em 12 de março de 2023
- Leeds United em 21 de maio de 2023
- Bournemouth em 12 de agosto de 2023
A alegação era de que o jogador tentou influenciar o andamento das partidas para receber cartões de forma intencional, visando afetar o mercado de apostas.
“Foi alegado que Lucas Paquetá tentou influenciar diretamente o andamento, a conduta ou qualquer outro aspecto ou ocorrência dessas partidas, ao tentar intencionalmente receber um cartão do árbitro com o propósito impróprio de afetar o mercado de apostas para que uma ou mais pessoas lucrassem com as apostas. Lucas Paquetá negou as acusações contra ele, e a Comissão Reguladora considerou que elas não foram comprovadas após uma audiência”, declarou a Associação de Futebol (FA).
Reação de Paquetá e do clube
Nas redes sociais, Paquetá comemorou a absolvição e reiterou sua inocência.
“Os inimigos virão contra nós por um caminho, mas por 7 caminhos fugirão. Desde o primeiro dia desta investigação, mantive minha inocência contra essas acusações gravíssimas. Não posso dizer mais nada agora, mas também não consigo expressar o quanto sou grato a deus e o quanto estou ansioso para voltar a jogar futebol com um sorriso no rosto. À minha esposa que não soltou a minha mão, ao West Ham, aos torcedores que sempre me apoiaram, ao Fernando Malta e à minha equipe jurídica da Level (Alastair Campbell, Jonathan Hyman, Dan Lowen), Nick de Marco KC, e Kendrah Potts – obrigado por tudo. Toda glória e toda honra seja dada a Deus!”, publicou o jogador.
A vice-presidente do West Ham, Karren Brady, também celebrou a decisão.
“Estamos satisfeitos que Lucas tenha sido inocentado. Ele alegou sua inocência desde o início e, como clube, o apoiamos firmemente durante todo o processo. Apesar da incrível pressão sobre ele, Lucas tem se destacado semana após semana pelo clube, sempre dando tudo de si. Tem sido um momento difícil para Lucas e sua família, mas ele se manteve absolutamente profissional durante todo o processo e agora está ansioso para encerrar este episódio, assim como todos no West Ham United.”
Detalhes do caso
Paquetá recebeu cartão amarelo nos quatro jogos em questão. Na época da denúncia, ele negou qualquer envolvimento com apostas.
“Estou extremamente surpreso e chateado com o fato de a FA ter decidido me acusar. Cooperei com todas as etapas da investigação e forneci todas as informações que pude durante estes nove meses. Nego as acusações na íntegra e lutarei com toda as minhas forças para limpar meu nome. Devido ao processo em andamento, não fornecerei mais comentários.”
A Regra E5.1 da FA proíbe jogadores de influenciar diretamente o resultado ou conduta de jogos para fins impróprios. A FA distingue ofensas por apostas de manipulação de resultados, mas apostas que afetam o decorrer de uma partida podem levar a sanções severas, incluindo banimento vitalício.
A federação informou que a alegação era de que Paquetá buscou intencionalmente receber um cartão para lucrar com apostas. Embora as sanções para a violação da Regra E5.1 não sejam detalhadas, o uso de informação privilegiada para apostas pode resultar em suspensões de seis meses a banimento vitalício, além de multas.










