Colheita de algodão em MT lenta: safra 24/25 avança pouco

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A colheita de algodão da safra 2024/25 em Mato Grosso está em ritmo lento. Até o dia 25 de julho, apenas 9,75% da área prevista havia sido colhida.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou que o avanço semanal foi de 4,33 pontos percentuais. No entanto, o desempenho está significativamente abaixo da safra passada e da média histórica.

Causas do atraso na colheita

As condições climáticas adversas durante o ciclo e o atraso na abertura dos capulhos, devido às temperaturas mais baixas, são os principais fatores que têm comprometido o andamento da colheita.

A região Nordeste de Mato Grosso lidera o percentual de área colhida, com 32,71%. Em seguida, aparece a região Sudeste, com 12,21%.

Por outro lado, a região Oeste registra o ritmo mais lento, com apenas 4,99% da área colhida.

Técnicos de campo acreditam que os trabalhos devem se intensificar nas próximas semanas. Isso ocorre especialmente nas áreas de segunda safra, que correspondem a 80,48% da área estimada no estado.

Perspectivas nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura (USDA) informou que 55% das lavouras de algodão estão em boas ou excelentes condições. Houve uma leve queda de 2 pontos percentuais em relação à semana anterior.

No Texas, principal estado produtor, 50% da área apresenta as melhores condições. Isso mesmo após fortes chuvas registradas no início de julho.

A previsão climática do NOAA indica chuvas dentro ou acima da média nas próximas duas semanas. Isso pode favorecer ainda mais o desenvolvimento das lavouras.

A combinação de bom desenvolvimento das plantas e menor abandono de área leva à projeção de uma produção superior à da safra passada nos EUA.

Mercado e preços do algodão

No mercado internacional, os preços do algodão enfrentam pressão devido à expectativa de aumento na oferta. A paridade do contrato julho/2026 recuou 0,89% na semana, fechando a R$ 137,95/@.

O óleo de algodão encerrou a semana cotado a R$ 5.412,43 por tonelada. Houve uma queda de 0,39%, mas os preços mantiveram-se relativamente estáveis nas últimas semanas.

No câmbio, o dólar Ptax teve uma leve retração de 0,20%, fechando em média R$ 5,55. A volatilidade foi influenciada por tensões políticas entre Brasil e Estados Unidos.

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