Suspeitos de matar advogado acreditavam em impunidade

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A Polícia Civil prendeu no último sábado (26) três suspeitos de mandar matar o advogado José Antônio da Silva, em Nova Ubiratã. Cleusa Bianchini, o empresário Alesandro Vageti e Giovana Vageti foram detidos durante a “Operação Procuração Fatal”.

As investigações apontam que o trio acreditava que não seria punido pelo crime, pois o jurista não possuía herdeiros.

Desconfiança e Ameaças

Apesar de não ser casado e não ter filhos, José já desconfiava que algo poderia acontecer com ele. Dias antes de ser assassinado, o advogado enviou um áudio para uma sobrinha relatando que vinha recebendo constantes ameaças dos suspeitos.

“Se algo lhe acontecesse, a culpa seria de Cleusa”, disse José no áudio.

O Motivo do Crime

O advogado José Antônio atuou como defensor de Cleusa em uma ação de reintegração de posse. Como pagamento, a mulher deveria repassar 20% do valor da propriedade, estimada em R$ 4,5 milhões.

No entanto, Cleusa não concordava com o valor e se recusava a pagar. Pressionada pelo jurista, passou a ameaçá-lo, contando com a ajuda de seus familiares.

Execução e Prisões

Para executar o crime, os suspeitos contrataram um criminoso identificado como Kall Higor Pereira, conhecido como “Meti Bala”. José Antônio foi morto com um tiro na cabeça em junho deste ano, dentro de sua própria casa. O executor ainda não foi localizado.

Durante a prisão de Cleusa, um revólver calibre .38 foi apreendido em sua residência.

A polícia suspeita da participação de mais pessoas no crime e as investigações continuam.

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