TCE-MT vai auditar “Emendas Pix” de R$ 209 milhões em Mato Grosso

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) vai passar um pente fino nas chamadas “emendas Pix”.

São os repasses federais feitos ao estado por meio de emendas parlamentares individuais de transferência especial.

O que são as Emendas Pix?

Emendas Pix são um tipo de repasse direto de verbas federais para estados e municípios, sem a necessidade de convênios, facilitando a liberação rápida do dinheiro.

O anúncio da auditoria partiu do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.

A ação foi divulgada na última sexta-feira (25), durante a visita do vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Jorge de Oliveira.

Essa fiscalização faz parte de uma força-tarefa nacional, articulada com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Valores e Investigação Nacional

Em Mato Grosso, são 75 emendas que, juntas, somam R$ 209 milhões.

A auditoria vai começar por três delas, totalizando R$ 33,2 milhões.

“O TCU pediu ao TCE-MT que audite as emendas Pix e vamos fazer isso com independência e responsabilidade, porque a sociedade tem o direito de saber onde foi parar esse dinheiro.”

“Nesse primeiro momento vamos apurar três transferências estimadas em R$ 33,2 milhões.”

Os recursos das emendas Pix, que chegam a bilhões em todo o país, estão sob investigação do STF.

A suspeita é de falta de critérios claros na destinação e uso do dinheiro.

“As emendas têm valores significativos. Vamos saber para onde foram e o que resultou lá de benefício para a sociedade.”

“Já é um trabalho feito pelos tribunais de contas, que continuarão exercendo seu papel de controle, se adaptando a esse novo fluxo de tramitação de recursos públicos, quer seja da esfera da União ou quando transferidos para os estados e municípios.”

Transparência em Foco

Sérgio Ricardo destacou que o TCE-MT já acompanha o debate sobre a transparência desses repasses desde 2024.

O órgão participa do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP).

Esse programa avalia como as emendas parlamentares são publicadas e rastreadas em todo o Brasil.

“A decisão do Supremo reforça uma preocupação que já era nossa: garantir que a sociedade consiga acompanhar a destinação de cada centavo das emendas.”

“A transparência não pode ser opcional quando se trata do poder público.”

A expectativa é que os resultados da auditoria sejam enviados ao TCU em breve.

A Controladoria-Geral da União (CGU) também vai auditar R$ 469 milhões em emendas de 2024.

A Procuradoria-Geral da República apurará possíveis responsabilidades por falta de planos de trabalho.

Histórico da Investigação

Em agosto de 2024, o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu a execução de algumas emendas.

A medida visava garantir mais transparência e rastreabilidade.

Flávio Dino é o relator de ações sobre a falta de transparência nas emendas.

Um relatório do TCU em fevereiro de 2024 apontou que 81% das emendas Pix no país não identificam claramente o autor e o beneficiário.

Diante disso, Dino determinou novas auditorias sobre as transferências entre 2020 e 2024.

Uma falha comum é a ausência de planos de trabalho no sistema Transfere.gov.br.

Mais de 6 mil emendas foram liberadas sem o registro do uso pretendido do dinheiro.

Em abril, foi dado um prazo de 90 dias para que estados e municípios prestassem contas sobre o uso dessas verbas.

Para mais informações sobre fiscalização de recursos públicos em Mato Grosso, acompanhe o portal do [Nome do Portal Regional].

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