Mulher suspeita de maus-tratos a animais é solta em Cuiabá
A Justiça de Mato Grosso determinou a soltura de Larissa Karolina Silva Moreira, de 28 anos, conhecida pelo nome social de Júnior Silva Moreira. Ela é suspeita de adotar e matar animais domésticos em Cuiabá.
A decisão, proferida na sexta-feira (25), atende a um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Larissa. Ela havia sido presa em flagrante no dia 13 de junho, em sua residência no bairro Porto, sob acusação de maus-tratos.
Apesar de liberada, Larissa deverá cumprir medidas cautelares. Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar durante a noite, em finais de semana e dias de folga. O descumprimento poderá levar à revogação da medida e nova prisão.
Origem da denúncia
As investigações começaram em 11 de junho, após a presidente de uma Organização Não Governamental (ONG) de proteção a animais procurar a Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) para denunciar um casal. Segundo a ONG, o casal estaria descumprindo acordos de adoção.
A denunciante relatou que o casal adotou um gato com a entidade e se comprometeu verbalmente a informar sobre o estado de saúde do animal, o que não ocorreu. Outras ONGs também informaram que o mesmo casal apresentava o mesmo padrão de comportamento em outras adoções, sem prestar satisfações sobre os animais.
A presidente da ONG solicitou investigação sobre o paradeiro dos animais entregues ao casal, pois não conseguia mais localizá-los, nem mesmo por redes sociais ou telefone. Ela também mencionou ter sido ameaçada verbalmente pela suspeita.
Apreensões na casa da suspeita
Durante a prisão em flagrante, policiais encontraram na residência da suspeita um filhote de cachorro, que foi resgatado e entregue à ONG responsável pela denúncia. Várias rações para gatos também foram encontradas, mas nenhum felino foi localizado no local.
Um lençol com manchas de sangue foi apreendido. Em um terreno baldio próximo à casa, foi encontrado o corpo de um gato morto, que teria sido adotado pela suspeita.
O caso segue em investigação pela Dema de Cuiabá.










