Abílio reafirma saída de consórcio e diz que Cuiabá ‘sustentava’ grupo

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GIOVANA GIRALDELLI

DA REDAÇÃO

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), voltou a apontar desvantagem do município sobre o Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá (Cirvasc), reafirmando que a capital deixará oficialmente o grupo. Segundo ele, o volume de compras do município é o que sustentava a suposta vantajosidade do modelo para os demais participantes. A fala rebate declarações recentes da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), que passou a integrar ativamente a nova gestão do consórcio e defendeu sua continuidade.

“Talvez para o município dela possa haver vantajosidade por causa do volume de compras, que é quase duas vezes menor do que o nosso. Para o município de Santo Antônio de Leverger, por exemplo, há vantajosidade. Poconé também. Para o município de Cuiabá não há”, disse Abílio.

“A partir do momento que Cuiabá sai do consórcio, eles vão ter prejuízo, porque o que torna vantajoso é o poder de compra de Cuiabá e não o de Várzea Grande”, completou.

O Cirvasc foi formalizado em 2020, com a proposta de unir municípios da Baixada Cuiabana para realizar compras conjuntas de medicamentos e equipamentos. Tanto Cuiabá quanto Várzea Grande já faziam parte do consórcio desde sua fundação. No entanto, com a mudança de gestão, Flávia Moretti passou a integrar a chapa atual e assumiu posição como conselheira do grupo.

Na última segunda-feira (21), durante a apresentação dos primeiros seis meses de sua administração, a prefeita defendeu a permanência no consórcio. Ela afirmou que não encontrou irregularidades e que a atual gestão tem atuado com transparência. “Viemos com uma gestão nova do consórcio. Eu participo da chapa, sou conselheira do consórcio, inclusive. Então, a gente participa, nós trabalhamos com muita transparência”, disse.

Segundo a prefeita, os estudos técnicos apontam que o modelo pode gerar uma economia de até 30% para os cofres públicos.

Já Abílio, que anunciou a saída do consórcio no início de junho, afirma que a capital consegue comprar medicamentos diretamente dos laboratórios, sem atravessadores, e por valores inferiores aos ofertados pelo Cirvasc. Ele também mencionou que identificou possíveis irregularidades nas atas e discorda da política de preços do grupo.

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