Empresário prevê mercado fechado por até 60 dias, mas crê em reversão

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Annie de Souza/Rdnews

Cidinho dos Santos avalia que medidas tomadas pelo Mapa e pelo Indea são adequadas e que logo mercado estarão abertos

O empresário Cidinho Santos, dono da União Avícola, uma das maiores do país, afirma que o setor está bastante preocupado com os impactos provocados pela confirmação de um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, mas acredita que, em breve, a situação estará contornada. A União Europeia e mais nove países suspenderam total ou parcialmente a compra de carne de frango do Brasil após a confirmação do caso.
“A gente fica bastante apreensivo. Isso [gripe aviária] em aves comerciais nunca aconteceu, só em aves de quintal. Mas também achávamos que poderia ocorrer. Agora ocorre a migração das aves, é o período mais perigoso”, pondera, em entrevista ao #rdnews.
Para Cidinho, o Ministério da Agricultura, sob a liderança de Carlos Fávaro, e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) têm feito um bom trabalho no que diz respeito às ações sanitárias e à articulação para reabrir os mercados. “As ações do ministro têm sido positivas na defesa sanitária e do próprio setor, para que isso não se torne um problema para o Brasil. Se for apenas esse foco no Rio Grande do Sul, acredito que, entre 30 a 60 dias, os mercados já estarão abertos.”
Segundo o ministro Carlos Fávaro, o fechamento do mercado perdura por no mínimo 28 dias, devido ao ciclo do vírus, após o prazo é possível a reabertura.
Durante esse período, Cidinho ressalta que tende a haver uma maior oferta no mercado interno, o que deve provocar a redução nos preços de ovos e cortes de aves. O empresário destaca que a produção segue normalmente e que as empresas têm um limite de represamento. Por isso, a tendência é que o mercado interno seja mais abastecido.

Reprodução

União Avícola é uma das maiores do país e abate 200 mil aves por dia

A União Avícola, uma das maiores do país e de propriedade de Cidinho, abate diariamente 200 mil aves. “O abate continua, não tem como parar. Represamos os produtos, aguardamos e, caso não haja liberação, descartamos ou colocamos o produto no mercado”, detalha.
Além da União Europeia, África do Sul, Coreia do Sul, Canadá, México, Argentina, China, Chile, Japão e Uruguai já confirmaram a suspensão da compra de carne de frango brasileira. O governo brasileiro também aguarda possíveis restrições de importação por parte dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Filipinas.
Outros casos
Sobre a possibilidade de um caso em Mato Grosso, Cidinho ressalta a necessidade de aguardar os resultados. Nesta segunda-feira foi confirmada a suspeita de um caso de gripe aviária em uma área de subsistência em Nova Brasilândia.
O resultado deve sair até quinta-feira (22), e o Indea anunciou uma série de medidas sanitárias e de fiscalização que começaram a ser realizadas ainda na semana passada.
O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) também investiga um caso suspeito de gripe aviária em uma produção comercial em Ipumirim (SC). Também foram coletadas amostras em Aguiarnópolis (TO); na granja comercial de Triunfo (RS); em Gracho Cardoso (SE); e em Salitre (CE) – todas com produção familiar de subsistência.
Além do caso no RS, foi confirmado o registro de gripe aviária em Sapucaia do Sul (RS), em um zoológico, onde cisnes morreram.
Crescimento do setor
O Estado conta com 37,2 milhões de aves comerciais, sendo Nova Mutum, Primavera do Leste e Lucas do Rio Verde os municípios que concentram a maior produção. Há também um grande polo em Nova Marilândia, onde está sediada a União Avícola.
Mato Grosso ocupa o 8º lugar no ranking de exportadores de carne de frango e o 4º em exportação de ovos do país.
Apesar da expressividade, Cidinho avalia que o crescimento do setor poderia ser ainda maior, tendo em vista o processo de industrialização para obtenção do farelo de soja e dos DDGS, que são fontes importantes de proteína na alimentação das aves. “Está em crescimento, mas ainda não é o ideal”, opina, ressaltando a necessidade de uma maior industrialização do setor no Estado. GRIPE AVIÁRIA Empresário prevê mercado fechado por até 60 dias, mas crê em reversão Empresário prevê mercado fechado por até 60 dias, mas crê em reversão Cidinho Santos, dono da União Avícola, revela que clima no setor é de apreensão e diz que Ministro Fávaro tem boa atuação para reabertura

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