A Câmara de Cuiabá vota, nesta terça (13), o pedido de abertura de Comissão Processante contra o ex-presidente Chico 2000 (PL), que é suspeito de receber propina para viabilizar a aprovação de um projeto no Legislativo, que seria de interesse da empresa responsável pelas obras do Contorno Leste, na Capital.
A representação contra o liberal foi protocolada pelo advogado Julier Sebastião, que é filiado ao PT. Caberá ao Plenário abrir a CP ou arquivar o pedido, que é alvo de muitas críticas por ser “seletivo”, já que o petista não acionou também Sargento Joelson (PSB), que também é alvo da Operação Perfídia; e também, segundo alguns parlamentares, por ter sido feita de forma rasa, sem muitos elementos.
Julier Sebastião é advogado da ex-vereadora Edna Sampaio (PT), cassada por quebra de decoro no período em que Chico 2000 era presidente da Câmara. Durante o processo, acusou o vereador de perseguição contra sua cliente.
Jesé Soares
Caso
Chico 2000 e Joelson foram afastados após serem alvos da Operação Perfídia, que cumpriu 27 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão na residência e no gabinete dos vereadores.
Parlamentares são suspeitos de receber R$ 250 mil de propina para aprovação de um projeto na Câmara que favoreceria a empresa HB Construções Eireli.
Conforme relatório da Polícia Civil, há prints de conversas entre Joelson e João Jorge Catalan Mesquista, funcionário da empresa HB Construções Eireli, que teria pago as vantagens ilícitas. Em uma das falas, o parlamentar menciona o nome de Chico. Os dois vereadores negam as acusações.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou no ano passado, após denúncia de que os dois vereadores teriam solicitado propina a um funcionário da empresa responsável pela execução das obras do Contorno Leste para a aprovação de matéria legislativa que possibilitou o recebimento de pagamentos devidos pelo Município no ano de 2023.
Empresa nega acusações
Por meio de nota, a HB20 Construções nega ter autorizado qualquer tipo de negociação direta ou indireta relacionada a “repasse ilícitos”, sustentando que sempre foi pautada pela “transparência, legalidade e regularidade contratual com o Poder Público”.
“Repudiamos qualquer tentativa de manipulação ou distorção de fatos para criar narrativas que sirvam como cortina de fumaça para acobertar desvios de conduta individuais. A empresa não se submeterá a pressões, chantagens, extorsão ou insinuações levianas”, frisou. CÂMARA DE CUIABÁ Plenário da Câmara decide se abre investigação contra Chico nesta 3ª Plenário da Câmara decide se abre investigação contra Chico nesta 3ª Caberá ao Plenário abrir a CP ou arquivar o pedido. Chico está afastado do cargo










