Fazenda destaca mercado de carbono em reunião da NDC Partnership

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A 2ª reunião de 2026 do Comitê Gestor da NDC Partnership discutiu como aproximar as metas climáticas nacionais dos mecanismos de financiamento. O encontro ocorreu na segunda-feira (19/10) e na terça-feira (20/10), no Rio de Janeiro (RJ), com sessões no Jardim Botânico e na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Criada em 2016, a aliança global reúne mais de 270 membros: governos de mais de 140 países e mais de 120 instituições internacionais. Seu objetivo é viabilizar a execução das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) estabelecidas no Acordo de Paris.

O fórum apresentou como a NDC Partnership atua a partir de demandas encaminhadas diretamente pelos governos para cumprir suas metas climáticas. A aliança conecta esses planos nacionais à assistência técnica e a recursos do Fundo Verde para o Clima (GCF) e de bancos multilaterais de desenvolvimento, buscando reduzir a fragmentação institucional. Na abertura dos trabalhos, Cristina Reis apontou a necessidade de definir com clareza a divisão operacional entre os organismos financeiros para viabilizar projetos concretos.

“O debate climático entrou em uma fase de execução direta. Em um cenário global de escassez de capital, a coordenação entre governos, fundos climáticos e bancos multilaterais é indispensável para transformar compromissos em projetos bancáveis e políticas públicas efetivas”, disse Cristina Reis.

A secretária afirmou que as sessões apresentaram as prioridades das economias emergentes e definiram as garantias que as nações desenvolvidas exigem para manter o fluxo financeiro destinado aos territórios. O Brasil ocupa a copresidência da NDC Partnership no biênio 2025-2026, representando os países em desenvolvimento. A Austrália assumiu, no início do ano, a cadeira reservada a um país desenvolvido.

O primeiro ano da copresidência brasileira coincidiu com a realização da COP30, em Belém, em 2025. Cristina Reis relacionou a articulação do Ministério da Fazenda com organismos multilaterais à integração da agenda climática à política macroeconômica e industrial do país, coordenada em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

A estruturação do mercado regulado de carbono por meio do SBCE é um mecanismo regulatório central para descarbonizar a indústria nacional. Integrado ao Plano de Transformação Ecológica (PTE), o modelo se soma à Taxonomia Sustentável, ao Fundo Clima, ao programa Eco Invest Brasil, à Plataforma Brasileira de Investimentos e às emissões de títulos soberanos sustentáveis. Essas iniciativas buscam atrair capital internacional para a transição produtiva e a transformação ecológica no país.

O primeiro encontro deliberativo do Comitê Gestor da NDC Partnership aconteceu em maio de 2026, em Copenhague, na Dinamarca.

Fonte: Ministério da Fazenda. Licença da fonte: Creative Commons Atribuição-SemDerivações 3.0 Não Adaptada.

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