Desconforto térmico no Centro-Oeste: calor intenso aumenta

Mapa do desconforto térmico no Centro-Oeste com CTB e zonas de risco climático
Desconforto térmico afeta o Centro-Oeste; CTB orienta manejo para reduzir estresse térmico
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O Inmet indica que até domingo (9/8) há previsão de desconforto térmico para os rebanhos bovinos das regiões Centro-Oeste e Norte. Além disso, há uma área em expansão classificada nas categorias de perigo e emergência, com destaque para Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas, oeste do Pará e áreas adjacentes. Com isso, produtores devem monitorar o comportamento de seus animais com atenção redobrada, pois o calor intenso pode levar ao estresse e à queda no consumo de alimento, prejudicando o ganho de peso. A combinação de temperaturas elevadas com maior umidade favorece o desconforto, principalmente em horários de pico, quando as condições ficam mais severas. Assim, é fundamental planejar estratégias de manejo que minimizem o impacto do calor sobre os animais, especialmente os que apresentam maior sensibilidade à temperatura.

Desconforto térmico nos rebanhos

O boletim aponta que, nessas áreas, a combinação de temperaturas elevadas e maior disponibilidade de umidade favorece o risco de desconforto térmico para os animais. Além disso, o índice é calculado pelo Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro), desenvolvido pelo Inmet, que mede o Conforto Térmico Bovino (CTB) a partir do Índice de Temperatura e Umidade (ITU). Essa ferramenta ajuda técnicos e produtores a planejar ações nos campos, com foco na proteção do manejo diário. Para entender melhor, confira também o artigo Calor intenso em Rosário Oeste: Atraso nas chuvas causa umidade baixa: Calor intenso em Rosário Oeste: Atraso nas chuvas causa umidade baixa.

O mapa do Inmet mostra que até domingo, o Centro-Oeste de Mato Grosso e Porto Velho (RO) são as áreas mais suscetíveis ao forte calor. Em termos práticos, isso significa maior necessidade de manejo de sombreamento, água fresca disponível e ventilação, especialmente em fazendas com alto índice de lotação. Agricultores e pecuaristas devem priorizar horários de alimentação mais frescos e reduzir atividades que elevem o estresse nos horários mais quentes.

Portanto, o boletim destaca Juara (MT) e São Félix do Xingu (PA) como municípios com tendência de agravamento. Além disso, novas áreas podem evoluir para categorias de maior risco, exigindo monitoramento contínuo das condições ambientais e do comportamento dos animais.

Em condições de estresse térmico, os animais podem apresentar redução no consumo de alimento, menor ganho de peso e queda na produção de leite. Além disso, o desempenho reprodutivo pode ficar comprometido, com aumento da frequência respiratória e da temperatura corporal. Observa-se que raças mais adaptadas e manejo adequado reduzem esses impactos, mas a vulnerabilidade permanece suficiente para exigir ações preventivas.

As consequências são mais expressivas em animais de produtividade elevada, vacas em lactação e sistemas de criação mais intensivos. Em termos práticos, isso se traduz em menor eficiência e maior custo de produção, o que reforça a urgência de estratégias de manejo.

Para mitigar os efeitos, o Inmet recomenda: oferecer água limpa e fresca disponível durante todo o dia; assegurar sombra natural ou artificial; realizar alimentação e manejo nas primeiras horas da manhã ou no final da tarde; e evitar transporte, vacinação e outros procedimentos estressantes nos horários de maior aquecimento. Além disso, utilize ventilação adequada, fontes de sombra adicionais e monitore sinais de estresse como respiração aumentada, deambulações em busca de água.

Para mais informações, acesse o boletim e os materiais de apoio disponíveis no Portal 163.

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