O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) pediu à Justiça o fim do sigilo do processo e a publicidade da sessão do Tribunal do Júri que vai julgar Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado de matar a ex-companheira Thays Machado e o namorado dela, William César Moreno. Além disso, o julgamento está marcado para a próxima segunda-feira (7), às 9h, no Fórum de Cuiabá. A solicitação reforça a importância da transparência e da cobertura jornalística responsável durante a tramitação do caso.
O documento apresentado pelo MPMT argumenta que a sessão deve ser pública para assegurar transparência, facilitar a fiscalização pela população e permitir que a sociedade acompanhe o desenrolar do processo. Também afirma que a cobertura deve ocorrer sem entraves, desde que sejam observadas as garantias legais.
Na manifestação, o MPMT sustenta que o levantamento do sigilo é essencial para cumprir os princípios constitucionais de publicidade e para facilitar o debate público sobre a aplicação da lei. Além disso, a instituição destaca que jornalistas devem ter liberdade para apurar e divulgar informações relevantes, desde que respeitem as regras processuais.
“O Ministério Público pugna pelo levantamento integral do sigilo e publicidade da sessão plenária, a fim de viabilizar a realização do julgamento sem restrição de público”, diz o documento ao qual o MídiaJur teve acesso.
Até o momento, não há decisão da magistrada sobre o pedido apresentado pelo Ministério Público. A Assessoria de Imprensa da Corte informou que as informações oficiais sobre a sessão seriam repassadas a jornalistas conforme o andamento do processo.
fim do sigilo no júri
- Crime: Carlos Alberto Gomes Bezerra é acusado de feminicídio contra Thays Machado e homicídio qualificado de William César Moreno.
- Prisão: foi preso em flagrante poucas horas após o crime, em uma propriedade rural da família em Campo Verde (137 km de Cuiabá).
- Ocorrência: os disparos teriam ocorrido em via pública, em frente ao prédio onde mora a mãe de Thays.
- Rastreamento: investigações indicam que o acusado seguiu o casal desde o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até Cuiabá.
- Custódia: hoje está preso na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, após revogação da prisão domiciliar; durante a tramitação, permaneceu custodiado na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa (Mata Grande), em Rondonópolis.
- Fim do sigilo: durante a tramitação, o fim do sigilo é tema central para a cobertura pela imprensa.
Para conferir casos similares e entender o andamento de julgamentos, Feminicídio MT Colniza: marido que matou a esposa. Para mais informações, Leia mais no Portal 163.










