Facções também estão envolvidas em crimes ambientais, diz novo chefe da PF

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O novo superintendente regional da Polícia Federal em Mato Grosso, Fabrício Braga, salientou nesta sexta-feira (14), ao tomar posse do cargo, que a atuação do crime organizado não se restringe ao tráfico de drogas. Para o delegado, as organizações criminosas podem ter outras frentes de atuação, incluindo crimes ambientais, principalmente garimpos ilegais. 
“Os crimes ambientais, na verdade, se esbarram na criminalidade organizada. Hoje, o faccionado não atua apenas na criminalidade relativa ao tráfico de drogas. As facções, o crime organizado, também estão envolvidas em delitos ambientais, seja na em relação à extração mineral ou vegetal”, afirmou.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Em Mato Grosso, o caso mais recorrente de extração ilegal é registrado na região da Terra Indígena Sararé, na região oeste do estado. A Polícia Federal já deflagrou várias operaçôes no local como forma de combater o garimpo ilegal e outros crimes ambientais. Braga reconhece, no entanto, que a atuação da PF na região é, por vezes, considerada como “enxugar gelo”. 
Ele pontua que o problema na TI Sararé precisa de atenção social, mas acredita no reforço de ações de inteligência para investigação dos responsáveis. 
“A minha proposta é criar uma base de inteligência ambiental para que dê suporte às ações. Assim, conseguiremos não só fazer as desintrusões, aliada a um trabalho de integração com os órgãos parceiros, mas entender o fluxo do capital, quem são os financiadores, a origem de tudo isso”, finalizou.  MUITO ALÉM DO TRÁFICO Facções também estão envolvidas em crimes ambientais, diz novo chefe da PF Facções também se envolvem com crimes ambientais, diz chefe da PF Em MT, o caso mais recorrente de extração ilegal é na região da TI Sararé, na região oeste do estado

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