O Brasil apresentou na COP30 o Chamado à Ação para a Gestão Integrada do Fogo, um acordo global com 61 países. Essa iniciativa visa fortalecer a prevenção e o combate a incêndios florestais, um desafio recorrente em Mato Grosso. Portanto, estados como o nosso, com alta incidência de queimadas, podem se beneficiar diretamente.
Gestão Integrada do Fogo: um marco global
A proposta estabelece a criação do Centro Global de Gestão de Incêndios, coordenado pela FAO. Este centro promoverá práticas de gestão integrada do fogo e resiliência. Assim, espera-se aprimorar a capacidade técnica e ampliar o uso de dados e sistemas de alerta precoce.
Além disso, o projeto valoriza o conhecimento tradicional indígena na prevenção e manejo sustentável do fogo. A meta é capacitar mais de 5 mil profissionais e apoiar 10 mil indígenas e guardiões do conhecimento local. Portanto, até 2028, mais de 10 milhões de hectares deverão ter paisagens mais resilientes ao fogo.
Para Mato Grosso, que abrange partes do Pantanal, Amazônia e Cerrado, essa integração é um avanço. O estado já investe em monitoramento via satélite e combate a queimadas ilegais. No entanto, os efeitos das mudanças climáticas ainda agravam os eventos extremos.
Especialistas na COP30 destacaram que a gestão integrada do fogo articula governos, sociedade civil e comunidades. Consequentemente, isso reduz perdas ambientais e econômicas. Para Mato Grosso, a iniciativa reforça o trabalho de órgãos como a Sema-MT e o Batalhão de Emergências Ambientais, especialmente no Pantanal.
O Chamado à Ação também prevê o compartilhamento global de dados climáticos. Isso facilitará o acesso a informações em tempo real para tomada de decisões. Assim, os recursos podem ser alocados de forma mais eficaz em situações de emergência. Saiba mais sobre iniciativas ambientais em nosso portal: Portal 163.
Ademais, a proposta reforça a liderança brasileira em políticas de prevenção de incêndios. Ela estimula a cooperação científica e o intercâmbio de experiências. Em conclusão, a integração entre ciência, gestão pública e comunidades locais é fundamental para reduzir o impacto do fogo.










