Quatorze pessoas foram presas nesta segunda-feira (4) após o roubo à agência do Sicredi em Brasnorte, ocorrido na última quinta-feira (31). O grupo é acusado de participar do assalto e de dar suporte logístico à ação criminosa, que incluiu dois policiais militares que teriam facilitado a fuga dos bandidos.
Estratégia de fuga e divisão do dinheiro
Segundo a Polícia Civil, os criminosos elaboraram uma complexa estratégia de fuga para despistar as Forças de Segurança e dividir os valores roubados. O montante levado da agência não foi divulgado para evitar a propagação de novos crimes.
O delegado Sued Dias da Silva Júnior explicou que, logo após o crime, os assaltantes fugiram em uma caminhonete Hilux, levando dois reféns. O trajeto inicial foi em direção a Juína, onde os reféns foram liberados.
Em seguida, os criminosos abandonaram a Hilux e trocaram para um veículo HB20. Foi em um carro popular que eles se dirigiram à residência de um dos comparsas para realizar a divisão do dinheiro.
Parte do grupo seguiu no HB20 para Vilhena, em Rondônia, local onde a maioria das prisões foi efetuada.
Investigações e bloqueio de contas
As investigações preliminares apontam que o dinheiro roubado foi depositado em contas correntes dos envolvidos.
“Foi solicitado o bloqueio das contas deles e vai ser feito o rastreio. Se foi transferido para terceiros, esses terceiros também serão responsabilizados”, afirmou o delegado Sued Dias da Silva Júnior.
Participação de policiais militares
Das 14 pessoas presas, quatro participaram diretamente da execução do assalto à cooperativa. Os demais foram detidos por darem apoio logístico, sendo que dois deles são policiais militares.
A operação conjunta das forças de segurança resultou na prisão do grupo, buscando desarticular a quadrilha responsável pelo roubo em Brasnorte e coibir futuras ações criminosas na região. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar e prender outros possíveis envolvidos.










